
A Associação dos Trabalhadores da Casa Pia de Lisboa escreveu ao ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, a manifestar indignação com uma entrevista de Catalina Pestana ao SOL. A carta, revelada pelo Diário de Notícias, acusava a ex-provedora de ter instalado um clima de terror, piorado o ensino e anunciado prisões e processos disciplinares sem critério.
Os trabalhadores ofereciam colaboração para apurar responsabilidades e lembravam que Catalina Pestana, aposentada a 11 de maio de 2007, trabalhara na instituição entre 1975 e 1987 como professora, diretora de colégio e assessora. A carta era assinada pelo presidente da direção, Manuel Marcelino da Costa Marques.
Na entrevista, a ex-provedora, nomeada no fim de 2003 depois de rebentar o escândalo de pedofilia, então em julgamento em Monsanto com sete arguidos, disse não ter dúvidas de que ainda existiam abusadores internos e suspeitar de redes externas. Contou que, na véspera de sair, enviou ao procurador-geral da República uma carta com as suas suspeitas. A Procuradoria-Geral confirmou a abertura de um inquérito-crime.