
Num plenário nas instalações da fábrica, em outubro de 2007, os trabalhadores da Maconde marcaram greve para a quinta-feira seguinte caso os salários em atraso não fossem pagos até dia 16. A empresa tinha um passivo de 32 milhões de euros e a sua sobrevivência dependia de um entendimento com o BCP, a CGD e o BPI.
Leite Tavares, presidente da mesa da assembleia geral, afirmou que o acordo com a banca salvaguardaria quase todos os postos de trabalho e disponibilizaria de imediato 6,6 milhões de euros. O sindicato do setor do vestuário, SINPICVAT, dizia desconhecer esse acordo. Dos quase 600 trabalhadores, mais de 400 eram mulheres. Carla Cunha, da Comissão de Trabalhadores, contou que uma engenheira garantiu em nome da empresa que os ordenados seriam pagos na terça-feira, com ou sem acordo.
Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, visitou a fábrica, exigiu que o Governo prestasse contas e perguntou pelo dinheiro da venda de um terreno ao Metro do Porto e pelos fundos da formação profissional. Seguiu depois para a Qimonda, também em Vila do Conde, que acusou de impor turnos de 12 horas seguidas.