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"Não governo para obter simpatias "

Numa reunião de quatro horas e meia com professores socialistas, José Sócrates afirmou que não governava para corporações nem para ganhar simpatias.

José Sócrates, primeiro-ministro

A 16 de fevereiro de 2008, José Sócrates, secretário-geral do PS e primeiro-ministro, reuniu-se na sede do partido, no Largo do Rato, com cerca de 130 militantes professores, para os ouvir sobre a política educativa. Estiveram presentes a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e os dois secretários de Estado. O encontro começou às 17h00 e acabou às 21h30; ficaram previstas reuniões semelhantes, uma delas em Beja.

Segundo um dos presentes, um militante disse a Sócrates que muitos professores que votaram PS em 2005 já não o fariam. O primeiro-ministro terá respondido que não trabalhava para as corporações, mas para o país. Outro militante relatou a resposta de outra forma: Sócrates teria dito que não governava para obter simpatias.

À entrada, garantiu que a avaliação dos professores e o novo modelo de gestão das escolas iam avançar. Lá fora, dezenas de manifestantes apuparam os militantes, protesto que Sócrates classificou de inadmissível. A sala, com cerca de 100 lugares sentados, estava cheia.