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Voluntários revêem obras para divulgar língua portuguesa na Internet

O Voluntariado Literário juntava 171 revisores que corrigiam, página a página, livros antigos em português para os pôr gratuitamente na Internet através do Projecto Gutenberg.

Ilustração de estantes de arquivo com jornais, cassetes de vídeo e um televisor antigo

Rita Farinha coordenava a vertente de língua portuguesa do projeto internacional Distributed Proofreaders, onde entrou como voluntária em setembro de 2004 e que passou a coordenar três meses depois. Em março de 2007 trabalhavam nele 171 voluntários, portugueses, brasileiros e emigrantes portugueses na Holanda, no Luxemburgo e em França.

O trabalho partia de livros digitalizados. O reconhecimento ótico de caracteres acertava, no melhor dos casos, cerca de 90% do texto, por isso cada página era revista por cinco pessoas diferentes antes de seguir para a base de dados do Projecto Gutenberg, onde ficava acessível em formato de texto, legível também por computadores de pessoas com deficiência visual. Livros antigos tornavam a tarefa mais lenta.

Até 2004 havia três ou quatro obras em português no Gutenberg; em 2007 eram 81, com títulos de Eça de Queirós, Cesário Verde, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão e António Nobre, e mais de 110 em processamento. Só entravam obras em domínio público. O português era o oitavo de 50 idiomas do projeto. A Biblioteca Nacional era a principal fonte de livros, a par da Biblioteca Gálica, em França, e das bibliotecas da Universidade de Toronto.