
Em comunicado de novembro de 2007, a Câmara de Caminha explicou que as obras na ponte românica de Vilar de Mouros não tinham avançado porque a DGEMN, que tutelava a intervenção e concluíra o projeto, fora extinta. A autarquia estava disposta a pagar os trabalhos, estimados em cerca de 20 mil euros, mas precisava de um protocolo com o IGESPAR, uma vez que a ponte, do século XIII, era monumento nacional.
O pavimento, parte das guardas e os aquedutos precisavam de reparação. A abertura do troço da A28 entre Viana do Castelo e Caminha aumentara o tráfego sobre a ponte, já fechada a pesados e limitada a 10 km/h para ligeiros.
No outono de 2004, Carlos Alves, presidente da Junta de Vilar de Mouros, tinha alertado para o abatimento do pavimento e as fissuras nos arcos, e pedira uma ponte nova, deixando a antiga só para peões. A ponte era a única ligação entre os lugares da freguesia, dividida pelo rio Coura; a alternativa pela ponte de Caminha obrigava a uma volta de cerca de sete quilómetros.