
O anúncio foi feito a 3 de maio de 2007 pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon: os compromissos financeiros assumidos na conferência internacional de Charm el-Sheikh sobre o Iraque ultrapassavam os 30 mil milhões de dólares, cerca de 22 mil milhões de euros. Incluíam reduções de dívida da Bulgária, da China, da Arábia Saudita e da Grécia, segundo as regras do Clube de Paris, e novas verbas do Reino Unido, da Austrália, de Espanha, da China, da Dinamarca e da Coreia.
O ministro das Finanças iraquiano, Bayan Jabr, avisou que os países que não anulassem a dívida não poderiam investir no Iraque, e pediu à Rússia que não ligasse o perdão aos contratos petrolíferos do tempo de Saddam Hussein. O país herdara cerca de 140 mil milhões de dólares de dívida; cerca de 54 dos 69 credores já tinham anulado perto de 100 mil milhões, restando entre 40 e 50 mil milhões.
A conferência aprovou por aclamação o Compromisso Internacional sobre o Iraque, plano de cinco anos lançado em julho de 2006 com o apoio do Banco Mundial, que previa reconciliação entre xiitas, sunitas e curdos e uma repartição justa das receitas do petróleo.