
A 9 de julho de 2007, o governador da Pensilvânia, Edward Rendell, ordenou o encerramento parcial dos serviços estaduais, porque a legislatura não tinha aprovado o orçamento antes do início do ano fiscal, a 1 de julho. Os 24 mil funcionários considerados não essenciais ficaram em casa sem vencimento, e só os serviços essenciais continuaram a funcionar.
Fecharam parques, museus, tribunais estaduais, atrações turísticas e o departamento que emite as cartas de condução. Como os fiscais também foram dispensados, os casinos pararam, com uma perda estimada de 1,7 milhões de dólares por dia; um tribunal ordenou depois que os cinco casinos do Estado reabrissem.
Na origem do impasse estava o plano energético do governador democrata, que previa um novo imposto sobre o fornecimento de eletricidade para financiar energias alternativas. O Senado estadual, de maioria republicana, rejeitava o imposto e acusava Rendell de exagerar ao suspender o salário de um terço dos funcionários públicos, quando o Estado tinha um excedente de 650 milhões de dólares. No sítio do governo estadual, Rendell descreveu a decisão como a mais amarga do seu mandato e disse esperar uma solução rápida.