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Mário Lino nega ter chamado deserto à margem sul

O ministro das Obras Públicas disse que a palavra "deserto" se referia a Rio Frio, Poceirão e Faias, locais estudados para o aeroporto, e não à Margem Sul.

Mário Lino, ministro das Obras Públicas

Num almoço-debate com economistas em Lisboa, a 23 de maio de 2007, Mário Lino afirmou que construir o novo aeroporto na Margem Sul do Tejo, em vez da Ota, seria um projeto megalómano e faraónico, sem aprovação de Bruxelas, porque ali não havia gente, hospitais, escolas, hotéis nem comércio.

Autarcas do Barreiro, do Seixal e de Alcochete consideraram as palavras ofensivas para a população.

No dia seguinte, o ministro das Obras Públicas recusou ter comparado a região a um deserto. Explicou que falava de Rio Frio, Poceirão e Faias, as localizações alternativas em discussão, que considerava pouco povoadas. Acusou quem o criticava de deturpar a realidade por falta de argumentos e garantiu saber bem que Almada, Montijo e Setúbal tinham gente. Nas suas palavras, o deserto era a zona de implantação do aeroporto e não o norte do Alentejo em geral.